A verdade tem perna comprida e pisa por caminhos mentirosos (Mia Couto, em “O último voo do Flamingo”)

January 29th, 2014 por

Entre quatro paredes se constrói um mundo, mas também se detona um ser!

Neste momento, não há paredes, somente algo como uma cápsula oca, mas cheia de gente que balança feito brinquedo em parque de diversão e, que por sinal,  ambos são odiados. Logo, como pensar ou sentir?

Medo, sempre se sente e, invariavelmente repete-se: viaja-se menos! Mas como  se o mundo é infinito? Afinal, está-se aqui, mas pensa-se lá ou vice-versa!

Não, por favor, pensar não, porque se a realidade vem à tona, as lágrimas aviltam-se rosto abaixo. Afinal, é um misto de tristeza e alegria. A partida é sempre dolorosa, enquanto a chegada nem sempre é só prazer. Como é complicada esta relação, ainda que tenha sido construída conscientemente!

É-se fruto da dualidade que foi multiplicada  geometricamente. Por isso,  a absoluta certeza de que a vida é um repetir de exemplos controlados e, ao mesmo tempo, impulsionados por algo chamado destino.

O certo é que a ambiguidade predomina e, isso, gera angústia e euforia, vazio e plenitude, verdadeira tempestade de emoções. Ainda no interim da dúvida, pensa-se que se faz quase tudo que se deseja, mas não se é quase nada do que  se sonhou quando criança: voaram os sonhos, ficou a realidade!

Por outro lado, absolutamente realizada com os frutos gerados pelo hedonismo, ainda  que esse seja um passado muito distante, escancarado ou escondido entre as tais paredes! Falta a percepção, ignoram-se os atos, vive-se rotina com  a marca registrada do falso sentimento amoroso! Parte-se…..

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