Avaliação nutricional do paciente crítico: porque fazê-la?

May 14th, 2013 por

Abaixo o resumo do trabalho do Daniel Fontes, que acaba de ser aceito para publicação na Clinical Nutrition justificando a pergunta.
Infelizmente, no nosso país, a maioria dos pacientes internados em unidades de terapia intensiva não é avaliado nutricionalmente. A justificativa é que não é necessário ou é impossível de o fazer. Neste trabalho mostramos exatamente o contrário! Ainda que para aqueles que nutrem habitualmente e como rotina qualquer paciente grave, como em alguns centros internacionais, adianto que conhecer o estado nutricional do paciente que se está a tratar, certamente muda a estratégia proposta. Ou seja, o uso de nutrição enteral precoce em pacientes graves é bem estabelecido e, está associado a diminuição de morbimortalidade. Não há qualquer dúvida em relação a este aspecto. Contudo, o momento de mudar a forma de terapia, passando ou acrescendo a nutrição parenteral deve, a meu ver, ser influenciado pelo estado nutricional do paciente. Ademais, desnutrição, quando presente, é diagnóstico adicional que deve ser adicionado à lista de hipóteses diagnósticas a serem tratadas.
A versão em Português está disponível no banco de dissertações e teses da CAPES

“Background and study aim: Nutritional assessment of critically ill patients has created controversy. However, it is well established that malnourished patients who are severely ill have worse outcomes than well-nourished patients. Therefore, assessing patients’ nutritional status may be useful in predicting which patients may experience increased morbidity and mortality.
Method: One hundred eighty-five consecutively admitted patients were followed until discharge or death, and their nutritional status was evaluated using Subjective Global Assessment (SGA) as well as anthropometric and laboratory methods. Agreement between the methods was measured using the Kappa coefficient.
Results: Malnutrition was highly prevalent (54%), according to SGA. Malnourished patients had significantly higher rates of readmission to the intensive care unit (ICU) (OR 2.27; CI 1.08-4.80) and mortality (OR 8.12; CI 2.94-22.42). The comparison of SGA with other tests used to assess nutritional status showed that the correlation between the methods ranged from poor to superficial.
Conclusion: SGA, an inexpensive and quick nutritional assessment method conducted at the bedside, is a reliable tool for predicting outcomes in critically ill patients.”

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