Dom Pérignon

December 19th, 2011 por

Dom Pierre Pérignon , o filho mais velho de um oficial da região de Champanhe, foi enviado para um colégio jesuíta aos 13 anos, o que determinou o seu futuro como monge, após cinco anos de estudo. Assim, aos 18 anos foi admitido no monastério de Saint Vanne, tradicional pela rigidez eclesiástica, mas também pelo alto nível intelectual. A disciplina e a adesão aos rígidos rituais religiosos faziam com que os monges estivessem sempre ocupados. O trabalho manual era parte das obrigações.

Determinado e obediente, Dom Pérignon foi indicado,  aos 30 anos, para assumir  o controle dos negócios de Hautvillers, em época de crise. Cercado por terrenos repletos de parreiras, mas também destruídas, Hautvillers teve em Dom Pérignon a grande oportunidade de sair do abismo. Naquela época, os vinhos da região, tinham a caracterísitca conhecida por todos….precisavam ser bebidos antes da Primavera, ou senão estavam repletos de bolhinhas de gás. O monge tentou aboli-las a qualquer custo, mas quis o destino que o que não era para ser “bom”, assumisse exatamente o diferencial desses vinhos: nascia o champanhe. Dom Pérignon “perdeu” de um lado, mas soube ganhar na sua mais destemida e especial característica que foi a “assemblage” (mistura) de várias uvas, para chegar à perfeita combinação. Era capaz de determinar de qual região vinha cada uva e qual seria a melhor mistura a ser alcançada. Nascia o mito!

Por tudo isto, muitas lendas surgiram: tinha uma receita especial para fazer os vinhos, era cego, após experimentar o vinho espumante pela primeira vez, teria dito “experimentei as estrelas:….enfim, um mundo de mitos, nenhum verdadeiro!

Mas certamente, deve-se atribuir a este monge a capacidade da assemblage, o desenvolvimento de rolhas para tampar as garrafas de champanhe, até então fechadas somente com pedaços de madeira envolvidos com óleo de folha vegetal. Além disso, , a pureza dos vinhos sem adição de outros ingredientes foi marcante na criação dos vinhos. Ou seja, a perfeição casada com simplicidade! Importante, no entanto, dizer que os vinhos produzidos por este monge eram tintos!

 

 

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