Quando um “coco” faz a alegria da casa….

March 27th, 2017 por

Quem diria que um coco faria a alegria da casa???!!! Pois é, coisas engraçadas da vida ou melhor, momentos reais de um recém nascido e sua família (pais e avós).

Não importa que tenha tido dois filhos, menos ainda que seja médica e tenha um pouco de conhecimento sobre o funcionamento mágico do  corpo. De fato, o que predominou foi a insegurança frente à realidade de um mini-ser e sua dificuldade em mamar, obviamente gerando o não funcionamento intestinal por dois dias.  Mesmo que  uma primeira “estreada” da fralda tenha ocorrido logo após o nascimento e apontasse para a remota possibilidade de anus imperturbado ! Distensão abdominal tampouco existia. Então, calma, vai dar certo! Ou melhor, sempre dá nos outros, porque no meu neto não seria assim?

Exatamente, porque com o meu neto, sou simplesmente avó e,  assim será sempre. Afinal, não fui médica dos meus filhos: febre um dia, antitérmico; febre no segundo dia, antitérmico; febre no terceiro dia – liga para o pediatra!

Ufa….longos dois dias, em que demonstrar calma foi fundamental para não estressar os pais temerosos e inseguros, e acima de tudo não contradizer as orientações da equipe de saúde cuidadora que, de uma forma contrária ao meu jeito de ser médica, já havia indicado “se amanhã não funcionar, então é preocupante”.  Particularmente, não antecipo suposições, prefiro dar um passo a cada nova etapa! Há tantas maneiras de praticar Medicina e a que  tenho seguido me parece menos “traumática”. Nem sempre toda a verdade precisa ser dita de imediato, essa pode ser compartilhada sob demanda, até porque as estatísticas nos ajudam, mas os números não fazem a Arte da Medicina.

A ignorância facilita , enquanto o saber pode ser perturbador e, a experiência da vida nos transforma em “idiotas elucubradores” de possíveis e impossíveis eventos.Dezoito meses de espera pelos meus filhos foram muito mais tranquilos do que os nove do primeiro neto, porque deste a imaginação da avó galgou por espaços nunca antes imaginados e o receio permeava os sonhos.

Ser avó, sensação indiscritível?  Sim.  Mais forte do que ser mãe?  Não. Em suma, ser avó é um misto de “puxa, cresci” e “nó, que maravilha, só vou desfrutar”. Talvez não só….talvez, muito mais.

Por enquanto, estou nos “talvez”. Porém, a certeza de que vai doer quando daqui a uns dias voltar à minha realidade é garantida, ainda que sempre o tenha sido quando deixo para trás meu eterno bebé de olhos azuis! Ser mãe – a doença mais grave de que existe! E salve o coco!

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