Mulheres….

May 15th, 2016 por

Quem me conhece sabe que não sou, ou melhor não era, nada feminista e que não levantava a voz por esta causa. Ou seja, sempre achei  que não deveríamos ter um dia especial para dizer que é nosso, que nossas oportunidades são trilhadas pela vontade da igualdade e, que o machismo só existe na cabeça de quem o acha cómodo.  Afinal, a diferença mora somente na quantidade de cromossomas X: temos dois contra um único do sexo masculino. Mas é exatamente nesta diferença que moram os distintos comportamentos e as prioridades, começando pela força física e enveredando pela vontade de explorar, oprimir, usar, maltratar, trair etc etc. Sim, as mulheres também podem exercer estas ações, mas sem dúvida em menor escala e de forma menos cruel!

Quando leio a reportagem sobre a Mutilação genital , dou-me conta que até os dias de hoje, as mulheres são física e moralmente maltratadas por razões ignóbeis e malévolas, muitas vezes com o apoio das próprias mães ou demais mulheres da tribo que incapazes de perceber a loucura do ato, perpetuam a prática com suas filhas e netas, talvez porque o medo as manipule ou, somente, porque nunca conseguiram analisar a situação friamente. Na verdade, quando não se conhece outro mundo, aceita-se a realidade como absoluta!

A mutilação genital é macabra  e mais ainda o é, saber que muito pouco é feito para reverter essa situação. Mulheres que servem como objetos para atender o sexo forte (claro, forte fisicamente, mas inferior moralmente, emocionalmente, sentimentalmente e tantos outros “mentes”). Contudo, o que mais dói é reconhecer que enganam-se aqueles que pensam ser a mutilação genital apenas um ato de tribos africanas. Na verdade,  entre outros povos pode não existir a agressão física, mas há a psicológica que priva a mulher do direito ao prazer, ou pior, rouba-lhe a escolha de querer ou não oferecer seu corpo para o deleite do companheiro ou invasor. Não, não…isto não ocorre somente no mundo retrógrado onde o machismo impera. Essa realidade é contemporânea aqui e ali, afeta mulheres de todas as castas desde o alto nível social e económico até às mais simples e humildes. A diferença talvez seja marcada pela sutileza do agir, mas no fundo o ato é idêntico: invasão! E se não bastasse, o desrespeito progride com ações extras, justificadas pelo injustificável e pela falácia de que é apenas sexo! De fato, é!  Pois fazer amor é entrega total de corpo e alma, enquanto sexo é animal, puro prazer, sem compartir sequer este último – simples assim!

Pois bem, a partir de agora virei feminista! Sem radicalismos, mas por um mundo melhor! Essencialmente para que as jovens mulheres não precisem e nem devam passar por histórias escabrosas, tristes e dolorosas física e mentalmente!

 

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