2.764.800 – a vida em números!

January 3rd, 2016 por

Mas que raio de número seria esse acima? Dou-lhe uma, dou-lhe duas e pimba….ninguém acertou? Que novidade!!!

Nem sempre o lógico é tão óbvio. Se eu não contar o que significa, certamente mil elucubrações existirão e, pouco provavelmente ninguém adivinhará. Mas deixemos isso para o final!

A vida em números pode significar contas em bancos, dinheiro, dias para nascer, datas a serem comemoradas, ou até mesmo o valor de cada um, entre um tanto de outros significados. Na minha breve carreira universitária, (cerca de 13 anos),  a parte da “brevidade” é somente ficção (ai, mas eu detesto ficção) e talvez por isso, continuarei de fato “na ativa”, supostamente meu desempenho foi medido por números. Explico melhor: número de alunos, quantidade de dissertações/teses, quantas disciplinas lecionadas e cargos administrativos etc etc. Tudo foi devidamente registrado no “digníssimo” currículo lattes (o livro de ouro do “quanto vale” um pesquisador no país), no qual o auge é representado pelo número de publicações em revistas científicas. Mais ou menos em miúdos, será que valo quanto peso???

Apesar da miséria das verbas destinadas à pesquisa no Brasil, ainda creio, que nesse curto período de tempo, alcei patamar desejado e sonhado por muitos, menos por mim, que sequer imaginou chegar a professora titular, mas cheguei! E eis que de repente, no auge intelectual, profissional, acadêmico e clínico, APOSENTEI-ME! Esdrúxulo demais, ou melhor, paradoxal até mesmo diria! Quantos porques pairaram por aí e eu, eu – mesminha, não acreditei que é de fato verídico. Mas porque?

Bem, porque na hora do ponderar-se o “quanto vale” um bom professor para a Academia Pública nada disso é considerado e, é-se julgado igualzinho ao número ZERO, em um país onde as regras mudam a cada dia, o que valeu já não mais é válido, precisa ser-se frio e chutar-se a emoção para escanteio gerando-se a  tomada de decisão. Contado ninguém acredita! De doído e doido é absolutamente real, tão verdadeiro como desfrutar, ou melhor seria, sofrer,  hoje,  o status de APOSENTADA. Que loucura quando ainda no auge da juventude da experiência e ávida por contribuir para um mundo melhor, em poucos dias deixei de contribuir para o que era fundamental. Mas o pior de tudo, é ver que o sistema de imediato te encaixa na moldura “meias e pantufas, pijama ao meio dia e pernas para o alto a ver TV”. Na revolta da realidade, matuto: adapto-me ou vou para a luta mostrar mais uma das hipocrisias do sistema?

Números ajudarão a decidir!

E por agora, os acima significam o tempo (em segundos) do meu silêncio neste blog, abandonando-o  ao status (segundo) que sempre foi minha tormenta. Afinal, a liderança única é minha meta. “Bora fazer valer” a fama, afinal  agora sou APOSENTADA!

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