Ausência de estar, de ser e de escrever, mas seguindo……

July 3rd, 2015 por

Ando longe das palavras há algumas semanas por necessidade de tempo para refletir. Sobre tudo e todos!

Vivo no turbilhão das emoções entre o estar e o ser, o fazer e o desistir, a permanência ou  a partida. A mais pura dubiedade da vida real, logo algo absolutamente  rotineiro. Porém, sigo incrédula pela sensação de impotência perante a onda de violência verbal e física que domina o país, ou talvez, o mundo contemporâneo.

Todos sabem que sou totalmente avessa à nossa presidente e ao partido que representa. Contudo, choco-me  quando vejo a falta de respeito que impera na nação. Justifico: criaram adesivos colantes para carros, em que a Sra. presidente aparece em posições nada elegantes. Diria, até mesmo, constrangedoras! A agressividade não é apenas contra ela, mas afronta todas as “mulheres sapiens”. Também, não posso acreditar que o próprio criador da senhora presidente, agora despeje todo o seu populismo sobre a inércia e, claro, também incompetência da mesma, que segue com suas pérolas. Afinal, comparar delatores económicos com delatores políticos. senhora presidente Dilma é de uma total falta de lógica e mais uma de suas tristes analogias!

Ainda no campo da política, também fiquei abismada com as manifestações, ao ler nas páginas do Face do meu amigo e político Eduardo Barbosa, deputado federal, defensor de direitos humanos independentes de sexo, idade, cor etc, quando esse manifestou seu voto sobre a questão da “maioridade penal”. Tive a curiosidade de ler os vários comentários que, na maioria, achincalharam a posição deste. Ora, independentemente da opinião de cada, o respeito à democracia deveria prevalecer sem o uso de insultos baixos e caluniosos.

Em suma, vivemos numa ditadura da violência, porque na democracia civilizada, os exemplos acima não têm lugar. Logo, discutir maioridade penal, quando os “grandes” sequer se respeitam não faz sentido, no meu entender, pois inexistem exemplos.

Pessoalmente, acredito que aos dezasseis anos de idade quando  já se permite votar,  quando as relações afetivas são completas (ainda que banais) e se portam armas, entre tantos outros atos característicos de adultos, então também esses jovens possa ser tratador como adultos que querem ser. É assim, na alegria, logo na tristeza, também!  Claro, que o problema é muito mais complexo e terá que ser discutido na base concreta da educação e afeto. Todavia,  urge o momento, que atitudes radicais sejam tomadas.

Assim,  neste grande turbilhão em que  democracia parece ter perdido a batalha, “euzinha” vejo-me mergulhada na única certeza: estou e vou continuar seguindo, logo também sou alma que vive e, amanhã serei idosa. Então preciso cuidar deles hoje!

Mãos à obra…de sorte que, quem tiver suplementos nutricionais, vitaminas ou algum dinheiro que possa doar para adquirirmos estes, pode ajudar-nos,  para que possamos ajudar quem precisa. Neste momento o lar de idosas Sta. Terezinha, onde o OMenu presta assistência.

“Fiz de mim o que não soube. E o que podia fazer de mim não o fiz. O dominó que vesti era errado. Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me. Quando quis tirar a máscara, estava pegada à cara. Quando a tirei e me vi ao espelho, já tinha envelhecido…” Álvaro de Campos, ou melhor, o grande  FERNANDO PESSOA, em a Tabacaria.

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