Ver e ser visto, ou melhor “marketear”

May 14th, 2015 por

Andava por aí a buscar inspiração para voltar a escrever depois de um jejum de quase três semanas e pimba….encontrei.

Primeiro, breve justificativa para o meu silêncio. Não, não foi por falta de temas, pois esses há em quantidade, mas o real motivo foi a total ausência de inspiração, fruto de cansaço mental e talvez, desânimo.

Mas, eis que ao navegar pela net, deparo-me com a imagem do casamento de Preta Gil. Calma, calma….não vou falar sobre este assunto e toda a dinheirama gasta, pois isso é problema dela e da família. Contudo, devo admitir que o show dos ricos e famosos, além das críticas que pipocaram por aí sobre a gastança e a luxúria, ativaram meu senso crítico, hibernado neste período de silêncio.

Então vamos lá…..ver e ser visto, ou melhor “marketear”,  em tempos atuais, é fundamental para a sobrevivência de algumas espécies, que transcendem o mundo midiático das artes e infiltram outras áreas, como a minha: Medicina!

Contudo, neste universo da saúde, o que importa é a qualidade dos serviços, que devem ser, via de regra, fruto do investimento em educação, atualização e capacidade técnica do profissional. O resultado é traduzido pela evolução dos doentes e, para os do mundo acadêmico, acrescentem-se a isso, as publicações científicas em revistas de renome, além dos títulos na Academia. Nada disto se compra ou se ganha a troco de favores!

Assim, em geral (salvo raras exceções), “médico do ano”, “melhor especialista do século”, “médico de destaque” etc etc são honrarias alcançadas por  agrados de amigos, favores comprados ou, apenas, pelo simbólica contribuição para a belíssima festança de comemoração do outorgado título. O Conselho Federal de Medicina já apontou que isto não é correto, mas a festa “rola” por aí, tanto no nosso país como pelo mundo afora. É a força do marketing, sobre o desconhecimento do plebeu que é levado a acreditar que “seu médico” é o cara…..(esqueçam, ainda que a expressão tenha sido dedicada a alguém que enganou milhões de brasileiros,   está na hora de despertar).

Logo, ao ver no Facebook  a reportagem sobre o casamento que causou tantos comentários nas últimas 24 horas e, coincidentemente o “post” de um conhecido de outro país que foi “condecorado” com um desses títulos, despertei…

Só para esclarecer, invariavelmente, recebo convites desse tipo e, atualmente, também chegam “honrosas” cartas-convite oferecendo-se para publicar meus artigos em revistas novas  (sem exagero, uns dois por semana). Contudo, como desde muito que não acredito em Papai Noel, sempre soube, que o preço é outro.  De sorte, que ver e ser visto, ou melhor “marketear” não é para qualquer um, só para alguns!

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