Quando a ciência vai mal!!!

December 7th, 2014 por

Este foi o tema da apresentação de uma palestra que dei a semana passada, tendo como objetivo mostrar que as coisas não andam lá como deveriam. Isto não ocorre somente no Brasil, mas mundialmente.

O agravante de nosso país, é que até pesquisadores que estão em cargos cujo objetivo é avaliar os demais colegas entraram na “onda” da má qualidade, segundo a publicação intitulada “Artigos de segunda”, da revista Veja, desta semana. E para piorar o quadro, de acordo com outro artigo da mesma revista mais de 50% da verba do CNPq (uma das maiores agências financiadoras de pesquisa no Brasil) foram dedicadas a um único pesquisador, cujo impacto de seus trabalhos tem sido questionado.

Nada do que li me surpreendeu, pois quando aceitei o desafio do tema dessa conferência, o fiz porque de fato acredito que a Ciência ande por maus caminhos e, temo que o resultado final seja desastroso para os beneficiários da ponta da pirâmide, que no caso da área da Saúde, são os pacientes. Aliás, há muito que meus questionamentos sobre o apontado pela revista existem com base em experiências pessoas desanimadoras.

Ao longo dos sessenta minutos da minha apresentação (em breve, a disponibilizarei completa “on line”) discuti sobre a importância de se fazer ampla avaliação do porquê de se questionar a Ciência. É sabido que a translação do conhecimento depende dos bons resultados. Por outro lado, para que esses resultados sejam bem avaliados, vários paradigmas, como o chamado fator de impacto utilizado para mensurar a qualidade de determinada revista, devem ser extensamente discutidos.

Atualmente, o fator de impacto é usado por avaliadores em concursos para ingressar em Universidades e/ou receber verbas de agências de fomento, dentre outros aspectos. Por ser  dado métrico marcado por “obscuras” e não muito justas formas de mensuração, tem sido alvo de múltiplos e muito bem embasados questionamentos.

Sem dúvida, a Ciência vai mal! Ainda que atualmente se publique muito, nem sempre os artigos têm adequada qualidade em decorrência de métodos ora complexos ora não tão claros. Porém,  é principalmente, no quesito “resultados” com relevância clínica que existe ainda mais ceticismo: cabeça de serpente em corpo de javali não faz qualquer sentido!

E no Brasil, as coisas anda muito piores! Como disse anteriormente, sendo pesquisadora há muito que tenho questionado tudo isso! O motivo é  sempre em decorrência das dificuldades para  conseguir  verbas de fomento e, pelo  insucesso ou silêncio quando  se pedem justificativas frente à  negação de determinado apoio financeiro. Ou seja, o sistema está de fato viciado e fazer pesquisa é ato insano! Pobre futuro!

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