Em que mundo vivo mesmo?

August 24th, 2017 por

Hoje, foi um dia para refletir: em que mundo vivo mesmo?

Serei eu a extra-terrerste desta realidade hipócrita e pseudomoralista?

Tá bom, tá bom….estou muito questionadora, mas porque será?

Caminho pela rua deserta, afinal  é ainda muito cedo e, poucos já estão despertos para mais um dia de trabalho…. eis que ouço, no ainda silêncio matinal, alguém que emite sons grotescos de vômitos repetidos (ish….até agora ao pensar, me sinto nauseada pela cena). Olho e, um sentimento de raiva intensa me invade, acrescida de “preconceito” contra o grupo de moradores de rua. “Coitados” aí vivem porque não têm onde morar! Hum…..pensemos,  apesar de toda a crise há abrigos disponíveis na cidade. Contudo,  para viver nesses locais, há que se respeitar algumas pequenas regras que não são compatíveis com as múltiplas garrafas que os rodeiam já no despertar de um novo dia e, impregnam o ambiente ao redor. Aí me pergunto, eu que sou preconceituosa?  Ou a rua de todos nós, onde civilmente deveríamos caminhar com tranquilidade e prazer, não me pertence? Mas eu pago impostos, trabalho, não bebo a ponto de me embriagar e tampouco faço dessa mesma via pública, a “privada” da casa. Então?

Continuemos….

Em dias marcados por várias tarefas, quando cada minuto é precioso e o atraso em uma atividade significa uma cascata de eventos que potencialmente serão afetados, seria eu a errada se me levantasse no meio de uma palestra programada para 20 minutos, mas que teve duração de uma hora? Talvez ou certamente, teria sido mal vista! Então, restou-me aguardar que quem apresentava “se manque” que o dia rolava galopantemente. Esperei, mas custou-me caro. Então??

Sigamos….

Próxima atividade –  discussão de casos de pacientes: “este doente é desnutrido leve”. Ah sim, como chegou a esse diagnóstico, indago. “Pelo protocolo do Hospital”. Qual protocolo, questiono? “O que está aprovado”. Aprovado por quem e com base em que, por favor pode me esclarecer?  “Pelo grupo do SND e apoiado pelas professoras do curso de Nutrição. Além de ser validado”.  Hum, e nós onde entramos nessa aprovação? Mais, diga-me lá, afinal foi ou é validado por quem?  “Ah…não sei, mas acho que pela ADA (American Dietetic Association)”. A propósito, respondo, a ADA não mais se denomina assim, sabia? E sobre a validação, tenho dúvidas. De fato, não sei tudo sobre o tema, mas se há alguém que conhece um pouquinho sobre desnutrição, triagem e avaliação nutricional, acho que sou eu, pois são mais de 20 anos a trabalhar e pesquisar sobre o tema. Alguém teve pelo menos a curisiosidade de perguntar-me o que eu acho sobre o assunto em questão? Afinal, sou professora e pesquisadora desta Instituição e, ainda que aposentada, continuo muito presente na assistência, no ensino  e na pesquisa. Silêncio…… Então?

Adiante…..

Preciso de fazer orçamentos domésticos. Epa…não, não estou a querer comprar um carro meu senhor, apenas uma geladeira, um fogão por indução, um forno a gás e um elétrico. Tá bom, tá bom, as coisas não são caras já sei! Eu é que não ganho para poder comprar os luxos de uma cozinha “quase perfeita”. Matuto. Então???

Sou Galo Doido, mas triste com o desempenho medíocre de uma equipe cheia de craques que ganham para jogar por dia ou melhor, não jogar, o que a minha cozinha dos sonhos talvez custe. Só que hoje, quem está em campo é a Raposa e eu torço, pois afinal sou de BH e não de Porto Alegre. Tá louca??? Então?

Recolhe-te ao casulo, que o mundo não está para extra-terrestres, no caso EU!

Hipocrisia abunda na pseudomoralidade dos “direitos humanos” dos moradores de rua,  nos aplausos da conferência que extrapolou o tempo, na falta de interdisciplinaridade do “mundo exemplo” da Universidade, em que o professor é ignorado. Então?

O concreto mesmo? Meu dinheiro vale é nada! Então?

Vivo neste mundo, mas acho que sou ET!

 

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Vergonha nacional, mas se a esperança se vai, que fazer?

August 3rd, 2017 por

Vergonha dos senhores deputados! Repúdio à política brasileira!  Descrédito de um futuro melhor  neste país! E quando a esperança se vai, que fazer? Tentar vislumbrar que ainda há uma luz no horizonte, apesar de todos os pesares e sair para[…]
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