Dois meses, 60 dias, ou 16,66% do ano…..apenas semântica!

July 26th, 2017 por

A frase do título define em questões de tempo real, o período em que estive ausente do meu blog!  Pode parecer pouco para uns, muito para outros ou apenas algum tempo. Afinal, dois é um número pequeno, por outro lado  quando menciono 60 dias pode parecer muito. Talvez, o verdadeiro seja representado pelo percentual 16,66%  do que significa essse intervalo em um ano.

Pois é, mas a verdade é única – o tempo voou e eu andei por aí. Foram tantos os lugares e as pessoas, as paisagens e os sentimentos, a realidade e a fantasia, os que chegaram e os que partiram – a roda da vida! E nesse rodar, perdi Mia Couto quando esteve em Belo Horizonte, porque descobri nos 45 do segundo tempo e, contrário a tudo o que poderia parecer óbvio (que ninguém se interessaria por ouvi-lo, nesta cidade), os bilhetes esgotaram-se. Que frustração!

Mas voltemos à semântica dos números, já que a das palavras também foi motivo de pensamentos meus com aquilo que trabalho rotineiramente – nutrição. Afinal, tenho andado muito pensativa sobre a maneira como nós seres humanos interpretamos os  outros. Explico melhor: sou conhecida por ser brava, quando na verdade não consigo sequer matar uma barata (de verdade…ai!); as pessoas têm “medo” de mim, mas quando chegam mais perto, se espantam porque abro as portas da minha vida (meu eu integral) como se fosse algo do outro mundo; sou vista por muitos, em especial, estudantes como “intelectual  inalcançável lá no topo do pedestal”,  mas,  ao mesmo tempo publico no Instagram superficialidades como moda e outros prazeres “vazios”  de comum mortal; sou feroz e competitiva como um “homem”, mas choro desalmadamente ao ver uma fotografia de guerra com crianças de rostos desesperados e; entre tantos outros  exemplos por aí, quando afirmo categoricamente  e de forma enfática minha opinião sobre qualquer tema, sou “rude e agressiva”, independentemente de quem é o interlocutor, ainda que o objetivo tenha sido ajudar.  Aí, paro,  penso e, tento viajar entre os mundos da maturidade idosa e da sinceridade juvenil, aqueles por onde navego no meu dia a dia de camaleoa e, me pergunto: quem quero ser?

A “eufemista” galanteadora que todos “amam” ou a “verdadeira/sem papas na língua”  que por ser “durona” divide opiniões? A escolha sempre foi pela segunda opção, pois isso me fazia acreditar que somente assim poderia mudar o mundo e as pessoas, ao contrário de ser a mantenedora da “paz” estática, inerte e sem vida. Permaneço na análise da semântica: seria melhor “meio copo cheio ou meio copo vazio?”. No meu dicionário o “em cima do muro ou meio termo” é algo ainda difícil de co-existir com esta personalidade ariana (ops……isso não existe mãe, os signos não existem e tampouco regem vidas/personalidades etc etc). Só que hoje,  eu quero mesmo é ser ARIANA para não desistir de ser.

E neste turbilhão “semantiquês”, encontro-me no ponto de questionar: os outros ou eu? o trabalho para o mundo ou para mim? o meu blog ou os capítulos/artigos/trabalhos para os demais? Ah….eu quero mesmo é ficar com Samuel, a figurinha que é a continuação da vida, até que outros cheguem!

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