A translação do conhecimento….

March 24th, 2013 por

Há  no exercício da vida sempre um novo modismo. Aliás, há que se re-inventar algo que já é comum ou se pratica há muito,  mudando-se o nome para que o devido “marketing” seja feito.

No caso da Medicina esta realidade não foge à regra e, hoje, discute-se a translação do conhecimento como algo inovador  que veio para aprimorar os cuidados com a saúde, oferecer melhores serviços e produtos e, fortalecer os sistemas de serviços de saúde. O objetivo é que as descobertas de laboratório cheguem de fato àqueles que dessas possam usufruir, ou seja, os pacientes. Há mais de noventa definições sobre o que é a translação do conhecimento, mas todas, em suma, definem que a pesquisa básica cria os alicerces do conhecimento, que deverá ser posteriormente “destilado”e disseminado por meio de publicações científicas.

É importante ser crítico e perguntar se precisamos mesmo de nomenclatura distinta simplesmente para enunciar que o que sabemos, ou cremos que o sabemos,  deva ser praticado …..será? Então imaginemos as seguintes situações:
1 – meu médico insistiu para interromper o tabagismo, mas ele mesmo fuma….
2 – meu médico disse-me que preciso emagrecer, mas ele mesmo está bem acima do peso…..
3 – meu médico garantiu-me que o exercício físico é fundamental, mas ele mesmo não pratica nenhum esporte…..
4 – etc etc etc…..
Situações simples e rotineiras em que o  médico deveria ser o exemplo, mas em vez disso pratica o desconhecimento. Então como demandar deste profissional que faça a adequada translação de outros conhecimentos? Por isso, é tão difícil que as evidências geradas em laboratório cheguem à beira do leito ou ao consultório….Tempo para refletir!
E assim é a vida em quase tudo…..
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